Então, novas eras exigem novas palavras e outros sentidos. Por isso ‘convergir’ é uma delas. A pós-modernidade deixou todo mundo de queixo caído com que podemos descobrir de nós mesmo. Estamos tão juntos no universo ‘matrix’ da informação e cada vez mais distantes no mundo real.

Um pouco disso trata o livro Cultura da Convergência de Henry Jenkins. Nele há descobertas fantátisticas de diversas coisas cotidianas. Estamos na era da informação convergente. Convergência que está na mente de cada um de nós, muito mais do que em aparelhos. Convergência que nos permite fazer mídia, exigir mídia e nos dá a impressão de podermos nos furtar a informar.

Beleza, mais informações no http://hsm.updateordie.com/tecnologia/2009/06/henry-jenkins-e-a-cultura-da-convergencia/

Emprego e renda numa época de crises, assim é Barretos

Emprego e renda numa época de crises, assim é Barretos

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A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (424 km a noroeste de São Paulo) anima não só o público que assiste aos rodeios, mas também é motivo de comemoração para empresários e trabalhadores locais. O tradicional evento injeta mais de R$ 200 milhões na economia regional, segundo estimativa dos organizadores.

Esta é a 54ª edição do evento, que neste ano vai de 20 a 30 agosto. Apesar da crise econômica global, o investimento direto só na organização da festa aumentou para R$ 15 milhões —um acréscimo de 25% em relação aos R$ 12 milhões gastos no ano passado.

Apenas um dos eventos previstos, a Copa do Mundo de Montarias em Touro, vai custar R$ 1 milhão. Pela primeira vez realizada no Brasil, a copa envolverá cinco países —Canadá, Estados Unidos, México, Austrália e Brasil. A competição está programada para o último fim de semana da festa (28 a 30 de agosto).

Além disso, os empregos diretos tiveram uma alta expressiva de 66%, indo de 3.000 no ano passado para 5.000 neste ano. Eles representam um reforço na área de segurança, limpeza e orientação, diz Jerônimo Luiz Muzetti, presidente da associação Os Independentes, que promove a Festa do Peão.

Mais 15 mil empregos são gerados indiretamente, de acordo com Muzetti, criando um total de 20 mil vagas.

O rodeio cria várias oportunidades. O recepcionista de hotel Marco Túlio Marques aproveita o evento para faturar um dinheiro a mais, usando a sua segunda profissão, a de DJ. “A festa ajuda todo mundo”, afirma.

Está sem companhia para ir a Barretos, procure no twitter, muitas pessoas estão animadas para festa.

Batismo de Sangue (Brasil 2006) é uma espécie diferente de filme. Dá arrepio. Chega a ser torturante assisti-lo. Sua produção é muito profissional e nos deixa sem expressão diante de todo o horror, reduzidamente reproduzido pela visão do livro de mesmo nome escrito por Frei Betto e do filme de Helvécio Ratton.

Foto: www.adorocinema.com.brQuando assisti Vlado (Brasil 2007) os relatos me chocaram. Mas as imagens deste filme são ainda mais assustadoras. Dizer que nos porões da ditadura brasileira sofreram e morreram muitos cidadãos deste país é pouco. Ali muitos perderam sua dignidade, sua humanidade e tiveram sua essência brutalmente violada em nome da ordem política e social.

A ditadura brasileira foi imbecil. Foi fria e idiota. A tortura nos dá a impressão que o mais sábio, se tivesse vivido àquela época, teria sido me calar. O medo da dor e da humilhação parecem nos convencer que o silêncio era o melhor a fazer. Mas, muitos nos mostraram o contrário e poucos sobreviveram para contar.

Mas o regime militar tinha seu calcanhar de Aquiles, que foi justamente o uso da força, da brutalidade, o que parecia demonstração de superioridade, na verdade era a prova da insustentabilidade dos anos de aço. Tudo isso mexeu com lideranças que em nome da liberdade, deram suas vidas e/ou parte delas.

Assim, nossa democracia, ainda insipiente e corrompida, é melhor que a mais desenvolvida ditadura. Ditadura nem a militar, nem a comunista! A democracia brasileira renasceu a fórceps, e ainda está prematura, o filme de Helvécio e o livro de Betto nos mostram as raízes disso.

Por Lucas Magalhães

PICT1342Quando assisto ao documentário que fizemos ‘Ecos da Esquina’, não consigo dizer que terminamos.
A idéia de realizá-lo, nasceu durante uma aula da disciplina de Cultura Brasileira do curso de Jornalismo do Centro Universitário do Sul de Minas. Precisávamos de um movimento, parte da cultura nacional. Como somos mineiros, pensei, qual movimento é capaz de representar Minas Gerais e ao mesmo tempo alcançar uma linguagem que ultrapassasse o país. Então, Clube da Esquina.

Me lembro do dia 3 de março de 2009. Reuni a turma de sempre e eles toparam.
Começamos o projeto. Minha relação com o Clube até então se dava mais através de algumas canções de Milton Nascimento, de duas canções especificamente, Paisagem da Janela (parceria com Fernando Brant) e Clube da Esquina 2, que confesso, só conhecia na voz de Flávio Venturini.

Aquele projeto entrou na minha vida e me fascinou. Me encheu de expectativas desde o início. Contar uma história recheada de letras e melodias capazes de nos levar para outros lugares. Mas o trabalho era árduo e longo. Tivemos muitos problemas a começar pelo óbvio, nunca tínhamos feito nada em vídeo e ainda não tínhamos estudado telejornalismo. PICT1350Mas a vontade crescia. Juntando o talento natural de alguns membros, nosso gosto pelo texto, experiência profissional (mas não acadêmica) e experiência do meu estágio, nós enfim, começamos a elaborar as pautas.

Foram três meses… viagens, debates, e-mails, pesquisa, gravações e edição. Pelas nossas condições de produção conseguimos ir muito longe. Entrevistamos contemporâneos dos artistas do Clube, músicos e o mais importante, encontramos fãs que guardam com carinho e emoção muitos discos, cd’s e boas recordações. Tudo isso sem sair do Sul de Minas.PICT1317

O processo de edição exigiu de nós, mais do que esperávamos. Era preciso tirar daquele mar de imagens, sons e informações, as partes mais importantes para contarmos esta história.
Claro nem de longe o Ecos da Esquina pode ilustrar a grandeza daqueles momentos na praia Mar azul no Rio de Janeiro, ou o clima das gravações nos estúdios da Odeon. Posto assim, foram sete dias editando nosso documentário, voltando a gravar o que faltava, voltando para edição, trocando a trilha sonora, gravando offs, ouvindo as entrevistas, até que um sábado frio em Varginha, nos pareceu que tudo estava concluído. Ainda assim, fui embora pra casa com uma angústia. Sentia falta de alguma coisa. Daí percebi que havia algo fora da ordem. Vamos mudar. (isso, a menos de dois dias da apresentação) Mudamos e terminamos a edição no dia em que exibimos o vídeo, 9 de junho.

Pronto. Discurso preparado, documentário feito. Tudo em cima, até que quinze minutos antes da exibição, uma reação inesperada. Sob gritos de protesto que não cabem aqui, apresentamos nosso vídeo e parece que aceitação foi muito boa. A produção foi bastante elogiada, muitos alunos de períodos iniciantes no curso nos procuraram para saber mais sobre o vídeo. Professores e muitas pessoas se emocionaram ao ver o documentário e o mais importante, conseguiram entender nossa mensagem, que na verdade é a do Clube da Esquina, de amizade, transparência e proximidade real.

PICT1315Foi um projeto piloto, e como todo protótipo, carrega também suas imperfeições. Mas foi uma aventura e um aprendizado importante. Veja os comentários de dois integrantes desse projeto.

foto: fenaj

foto: fenaj

Por Lucas Magalhães

A noite da última quarta-feira, 17 de junho parecia terminar como muitas outras, jogo de futebol, jornal, sono. Mas, como eu, muitos estudantes de jornalismo, por pouco não perderam o prazer do descanso, quando o noticiário deu a nota que abria aquela edição, “STF derruba a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista”.
A frase caiu como um punhal. Frustração. Medo. Revolta e indignação não faltaram naquele momento.

Por 8 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal derruba uma lei que vigorou quarenta anos no país. Foi um ato legal, mas insano. Talvez comparado à muitas insanidades legitimadas pelo direito brasileiro.

Uma decisão do judiciário que coaduna com o senado proporcionalmente mais oneroso do que o de países maiores e mais desenvolvidos, como os EUA. Com um legislativo que usa o dinheiro público para viagens particulares de amigos, esposas e namoradas. Enfim, uma última revolta sobre esse prisma, cabe dizer aqui, que foi uma decisão própria para um Supremo Tribunal Federal em que seus participantes trocam ofensas do tipo, “Vá às ruas, Ministro Gilmar Mendes” já dizia a voz do Ministro Joaquim Barbosa. “Vá às ruas…” Lembro ainda, na voz do mesmo Barbosa, “vossa excelência está desmolarizando a justiça neste país”, bradava o magistrado. Acusações ocas? Sem frutos? Mas que neste momento comprovam sua fundamentação. Vá pra rua Ministro Gilmar! Vá pra rua! Assim pudéssemos parafrasear, todos nós, estudantes de jornalismo do país.

Bem, foi um golpe duro e injusto. Uma das teorias estudas no curso de jornalismo nos ajuda a analisar um dos principais argumentos para derrubada da obrigatoriedade do diploma. Facilitando o entendimento, segue, segundo a Análise do Discurso, existe um dizer implícito nos atos e falas de quem enuncia. Exemplificando, ao vetar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo esse atual STF está mostrando ao que se convencionou chamar de “quarto poder” quem realmente manda neste país.

O ministro Gilmar foi acusado, por seu colega Barbosa de não estar nas ruas, ou seja, perto da realidade do povo, sentindo os desejos e necessidades daqueles para quais as leis são feitas. Barbosa disparou na ocasião, “vossa excelência está na mídia!”. Como excelentíssimo está na mídia, para que ter jornalistas com formação histórica, crítica, política, comunicativa e filosófica na cobertura de seu exercício?
Segundo Nilson Lage (1999), informação é utilidade pública, nada melhor para a formação crítica da sociedade do que jornalistas, portanto operários da informação, com senso e formação específica, mas parece que o primeiro poder teme tais profissionais.

Segundo o STF, “a obrigatoriedade do diploma cerceia a liberdade de expressão”. Além de insignificante dizer isso, em uma época de abundantes formas de expressão, a frase que serviu de principal argumento sobre a votação do diploma para o Supremo Tribunal, tem muito a dizer e está sufocada de vozes enrustidas. Em outras palavras o discurso permite interpretar que o Judiciário Brasileiro está bradando: não estudem comunicação, não vale a pena. Claro que não disseram isso explicitamente, o que seria um erro, mas com uma sutileza apenas perceptível a quem está acostumado a analisar certos discursos, percebemos que o veneno foi lançado. Não, não aboliram o curso de jornalismo, fizeram pior, desestimularam a pesquisa e busca pela formação. Deram um golpe também na educação do país.

Bem, tempestade a parte, existem coisas a serem analisadas aqui. Para quem esperava que um papel nos desse a alcunha de jornalista o golpe foi ainda mais mortífero. A escolha pela profissão agora passa a ser uma decisão de foro íntimo e intransferível. O STF fez um favor, tirou a máscara que encobria a profissão de um status ilusório, de um estrelismo ufanista não condizente com a realidade da profissão no Brasil. Não, não temos que pedir bênção ao STF, Congresso e Câmara dos Deputados para nos sentirmos e considerarmos jornalistas, o somos por escolha e esta escolha envolve formação acadêmica e compromisso com a democracia.
Agora, mais do que nunca, os jornalistas com formação acadêmica estão diante do desafio de comprovar por que escolheram estudar esta disciplina, qual é de fato nosso diferencial.
O tempo e outras variáveis vão trazer ainda, muitas respostas, ou contradizer as presentes.

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