Aos dezessete anos minha mais profunda vontade era passar no vestibular de um universidade federal. Pena que esse desejo profundo nasceu com pouco tempo pra se desenvolver, subnutrido. Com pouco tempo para me preparar, sem contar que o cursinho de quatro meses que fiz foi só pra dar uma esperança vã. Isso era 1999. Não tinha internet, nem recursos de pesquisa suficientemente à mão. Era a era pré Prouni,  Enem, ou cotas. Depois do vestibular veio a conta, o saldo, o total a pagar: fiquei num distante 12º excedente. O sonho de uma aprovação morreu, foi um natimorto. O tempo passou e as facilidades chegaram, em 2007 ingressei na graduação com a ajuda do Prouni, a carta do governo chegou numa sexta-feira de carnaval e foi uma comemoração daquelas! Estavam abertas de novo as portas para um sonho, e não só sonhado mas realizado e reconhecido, ou seja, eu merecia estudar com a ajuda pública.

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Conquistas levam tempo, como a guerra entre Mouros e Cristãos, mas os sonhos nunca envelhecem. Nesta foto atrás de mim, está a Igreja de S.Francisco em S.J.Del Rey, do lado está o campus da UFSJ, local da minha primeira investida no ensino público superior.

Dezesseis anos se passaram desde aquele 1999 e coincidência ou sinal da história, também numa sexta-feira de carnaval me chegou uma grande notícia. Tenho a grata satisfação de contar nessas linhas sobre minha aprovação no Mestrado em História Ibérica pela Universidade Federal de Alfenas. Foi uma grande conquista, importante lá no meu íntimo, uma sensação quase secreta difícil de traduzir. Fiz três etapas de provas eliminatórias e agora vou para a prova classificatória, mas mesmo em último (se for o caso) já tenho garantido meu direito ao ensino público de qualidade da Unifal-MG.

Foi cerca de um ano de preparação, e foi com grande surpresa que a notícia chegou. Veio como uma tempestade abençoada e inesperada, . Encheu meus ouvidos e só pude ter consciência do que se tratava alguns bons minutos depois. Sentimento de realização, de amadurecimento e de que os sonhos não envelhecem.

 

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Basicamente fui criado ao lado de uma bola ainda de ‘capotão’. As ruas do meu bairro eram nossos ‘estádios’, os portões eram os gols. Tínhamos até um local que considerávamos de luxo, uma rua sem saída que batizamos de ‘Mara’ (alusão a Maracanã) por que lá fizemos um gol com

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Imagem do Estádio Independência em Fevereiro de 2015, quando fui assistir Galo x América.

troncos de árvores retirados de uma mata próxima, ali era nosso Wembley, mesmo possuindo só um conjunto de balizes. Depois, Descobrimos uma área de pastagem ali perto, lá tinha grama, carrapato, formiga, cerca, pedra e muita diversão. O futebol era nosso mundo. Os meus domingos eram para assistir o Brasileirão, Campeonato Italiano, Espanhol, etc. Até os 14 anos a bola tomava conta de boa parte do meu mundo.

Depois me divorciei dessa minha amiga, a bola. Deixei pra lá, jogava esporadicamente e cada vez menos. Comecei a criticar a prática da famosa ‘pelada’, sob a alegação de que não fazia bem à saúde física e mental. Puro pedantismo. Arrogância. Como o mundo dá voltas e nessa bola gigantesca do tempo, devagar, bem devagar, o futebol foi se aproximando de mim novamente. Voltei a torcer para um time, pelo menos me declarava torcedor ainda que a léguas dos fatos do clube. Os anos continuaram e o interesse pelo clube aumentou e o futebol deu mais alguns passos em minha direção. Inesperadamente fomos campeões, 2013 e 2014(Atlético Mineiro – Libertadores e Copa do Brasil respectivamente). Passei a ir aos estádios pra ver meu time de perto. Pronto, a paixão reacendeu.

O resultado mais que imediato foi voltar a praticar novamente. Alguns bons quilos mais lento, pouco fôlego, mas vivendo a experiência de antes, da infância de poder correr atrás de uma bola com mais vinte e um companheiros. Pra mim é fácil dizer que o futebol é o melhor esporte (pra mim). É renovadora a sensação depois de uma boa pelada. Futebol é alegria, é cognição pura, é criatividade e interação e um monte de coisa boa. Seja longeva nossa relação, futebol.

Serrinha de São Sebastião, Claraval-MG

Serrinha de São Sebastião, Claraval-MG

Em busca de me encontrar, de parar e refletir, fui buscar respostas num lugar que sempre quis conhecer, desde muito tempo atrás. O Mosteiro de Claraval, em Claraval-MG. Distante 330 km da porta da minha casa até o mosteiro, fui em busca de um silêncio que me recebeu assim que saí do carro.

O lugar é no alto, o mais alto da plana cidade de 4 500 habitantes. O monastério quase vigia a calmaria das ruas. Aliás, Claraval, parece aquelas cidades medievais que se organizaram ao redor de mosteiros. E inacreditavelmente, a história da fundação de lá é exatamente essa. O mosteiro foi fundado pelos monges Cisterciences (ordem derivada de São Bento) italianos que chegaram lá em 1960. Fizeram de tudo pra cidade, escola, o centro hípico (que descobri ser a maior atração da cidade, numa longa competição festiva que vai de maio a novembro). Além de hospital, a organização das ruas e o nome. Claraval é uma região da Itália, onde São Bernardo fundou o primeiro mosteiro da ordem. Aliás todo o perímetro urbano de Claraval já pertenceu ao monastério. Além de ser uma enorme construção, estilo neo-gótico, que salta aos olhos assim que se chega ao município por Minas Gerais. Já Franca-SP tá logo ali, a 15 km.

Vista lateral do monastério, para quem vem por Ibiraci-MG

Vista lateral do monastério, para quem vem por Ibiraci-MG

Minha chegada foi na hora das vésperas, oração dos monges que acontece por volta das seis da tarde. Resumir tudo o que vi nesse lugar e senti, seria longo. Mas em Claraval, o silêncio mostra algo mais que as imagens e palavras em vão tentam dizer. Parece que a gente vive aqui fora em busca de algo que já não faz tanto sentido.

Minha primeira oração foi dentro da catedral, enorme, silenciosa e mergulhada numa escuridão, que daria pra chamar de sepulcral, não fosse a vivacidade que se sente por ali. Só as duas luzes que ladeiam a capela do Santíssimo Sacramento penumbravam o caminho. Em silêncio, pensei, ‘não há o que temer’. E fiz um momento de oração. No dia seguinte, fui convidado a me sentar no local reservado aos monges e rezei junto com eles, uma experiência para ser contada por muito anos (e não saberia resumir aqui em palavras).

Parte de uma fonte no interior e no centro da construção do monastério

Parte de uma fonte no interior e no centro da construção do monastério

Um misticismo profundo encerra-se naquelas paredes, para quem ouve as nuances dos cantos dos 8 monges que moram lá e se esforçam para povoar a imensa igreja com suas suaves vozes. E eu, pecador, muitas vezes indigno de estar ali.

Vista do centro do altar, onde abaixo dessa cruz os monges oram, dia e noite.

Vista do centro do altar, onde abaixo dessa cruz os monges oram, dia e noite.

Participei de todos os momentos, claro, curioso e sedento.

Deixei o monastério, nessa quinta (13/03), às 8h41 da manhã. Trazendo um experiência de misticismo profundamente cristão. E querendo ser uma pessoa melhor, mais amável, mais ligada aos valores de amor que o evangelho traz.

Galeria de fotos

Chuva, saudade

Pela janela do vidro da redação, o último vestígio de chuva que vi, no final de dezembro de 2013.

Na foto de Marta Castilhos, o palco da 1ª edição do Festival, em 2009

Minas abre suas portas e exibe tradições, culturas e musicalidade

Por: Andreza Lima, Juliano Rodrigues, Lucas Magalhães, Matheus Pissolatti, Pedro Monteiro

Da janela, muito mais que igrejas, grades e velhos sinais. Nas esquinas, presente e passado se encontram. Tanta juventude, tantos sonhos, afinal, eles não envelhecem. O Show Paraíso (ver abaixo) virou Festival Música do Mundo, e com ele o resgate das tradições de Minas Gerais.

Nas ruas e praças de Três Pontas, terra de Milton Nascimento e Wagner Tiso, cultura e música se encontram com a hospitalidade mineira e se espalham pelo mundo. De 8 a 12 de setembro, a cidade será sede da 2ª edição do Festival, onde artistas consagrados e anônimos se unem em um espetáculo que encanta gerações. Cerca de 500 pessoas se empenham para a realização de uma viagem cultural.
Exposições, artesanatos, cinema, culinária, futebol e música são algumas das atrações. Bares e restaurantes serão palco de artistas nacionais, relembrando o início da trajetória dos homenageados – Wagner e Milton – e de tantos outros.
No palco principal, nomes consagrados e novos talentos estarão misturados, como Gilberto Gil, Jorge Vercillo, Sá & Guarabyra, Mallu Magalhães, o cubano Pablo Milanês, Wagner Tiso e Milton Nascimento.
Em seu novo CD “… E a gente sonhando”, ‘Bituca’ alimenta o sonho de músicos locais. Foi na noite trespontana que Milton buscou artistas para se juntarem a ele no novo álbum que será lançado durante os dias de espetáculo em Três Pontas.

Segundo Maria Dolores, organizadora do evento, o investimento total é de aproximadamente R$ 1 milhão. Na 1ª edição, em 2009, a arrecadação total não foi suficiente para cobrir os custos, o que gerou prejuízos. Daí a necessidade de bilheteria para apresentação principal. Este ano, a produção encontrou ainda mais dificuldades, pois devido ao período eleitoral, não puderam contar com a colaboração de alguns parceiros. Mas Maria afirma, “a intenção é de um dia todos os eventos serem gratuitos à população”. Os ingressos variam entre R$ 35 e R$ 60 e são cobrados apenas no sábado (11).

Show Paraíso – Woodstock Mineiro

Em 1977, Milton Nascimento reuniu grandes amigos em um show que marcou a história de Três Pontas. Músicos como Chico Buarque, Fafá de Belém, Gonzaguinha se apresentaram no Paraíso, que “é como a cidade chama o local, espécie de mirante onde as pessoas vão ver o pôr-do-sol”, conta Maria. Na ocasião, o show não contava com tantos fãs, por isso comida e bebida não foram suficientes para atender todo o público. A imprensa da época logo fez a associação com o episódio da fazenda Bethel no Estado de Nova York (EUA), em 1969, o revolucionário Festival Woodstock.

Bituca e Tiso são os anfitriões do festival. Foto: Thiago Nascimento

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Cifras no palco e no bolso

Enquanto a música contagia quem vai ao centro de eventos para assistir às apresentações, outra movimentação também chama a atenção, durante os dias de Festival .
Em 2009, a Associação Comercial e Agro Industrial (ACAI) de Três Pontas estimou que pelo menos R$ 700 mil foram movimentados em quatro dias de música. Segundo o presidente da entidade, Ralf Duarte, o montante representa 10% de tudo que o comércio local consegue arrecadar em um mês. Já os dados da secretaria municipal de Fazenda apontam que este valor corresponde a 1% de todo recurso de impostos que o município absorve em média, mensalmente.

Os lucros de 2009 fizeram vários comerciantes se prepararem para este ano, já que a expectativa para 2010 é que pelo menos outros R$120 mil sejam acrescentados ao valor do ano passado. Em média, o turista do Festival gasta R$ 40 por dia em serviços e produtos, valor que é multiplicado por pelo menos quatro familiares. Ralf explica que o estilo musical atrai fãs, seus filhos e netos para a cidade.

Há pouco mais de um mês do início do festival, a intensidade do potencial turístico do evento pode ser percebida pela completa falta de vagas nos hotéis e pousadas da cidade. No hotel da dona Dagmar Reis Vilela, por exemplo, as reservas começaram a ser feitas em fevereiro – para os seus 52 apartamentos. Ela espera que pelo menos 100 pessoas fiquem hospedadas por lá.

No hotel de Luis Marcelo Loures, o investimento precisou ser maior, ele criou outros cinco apartamentos, instalou internet sem fio para todos os quartos, ampliou o estacionamento e trocou os aparelhos de televisão. O proprietário também comprou camas novas para as acomodações. A diária na cidade varia entre R$ 35 e R$ 50.
Mas ainda é possível se hospedar em Três Pontas. Vagas em casas particulares são oferecidas através do site do evento: www.festivalmusicadomundo.com.br

Outro ponto que chama a atenção é a abertura de empregos temporários no comércio. Em 2010, são esperados a criação de pelo menos 100 novos postos de trabalho para atender a demanda. Outros 200 empregos também são garantidos para montagem das estruturas de apresentação.
A Prefeitura, atenta aos lucros, preparou para este ano uma novidade para facilitar a vida e atrair quem vem de longe. Foi inaugurado dia 26 de agosto um centro de informações ao turista. O local está instalado, estrategicamente, no coreto da igreja matriz de Nossa Senhora D’Ajuda. Keyre Ferreira, turismóloga da prefeitura explica, “todo mundo que vem de longe para uma cidade pequena busca informações na praça da igreja, então é ali mesmo que pensamos em criar um centro de informações”. Cerca de 20 mil turistas são aguardados para os dias de Festival.

Na foto Três Pontas em vista panorâmica

Ecos da Esquina

Uma história exemplifica bem o espírito desse festival. No início da década de 80, dois jovens se conheceram em uma república de estudantes em São Paulo. Nesta casa só se ouvia músicas do Clube da Esquina, que acabou se tornando a trilha sonora do casal Maria Cristina Jaccoud Macarini e José Marcos Campos Macarini.
Em 2007, quando completaram 25 anos de casamento, os dois decidiram viajar à Belo Horizonte para conhecer os lugares em que a turma do Clube se reunia. Na volta, passaram por Três Pontas para visitar o Museu e Fã Clube do Milton Nascimento. Fizeram muitas amizades por lá, desde então nunca mais deixaram de visitar o Sul de Minas.
Atualmente, Maria Cristina e José Marcos são empresários em Campinas- SP e vão viajar cerca de 350 km para prestigiar o Festival pela segunda vez. As vagas deles no hotel estão reservadas desde fevereiro. Para o casal, Milton Nascimento é o ícone maior. “A energia que ele passa é inexplicável. Suas músicas propagam o amor e um bem maior. O Festival Música do Mundo resgata a oportunidade de podermos curtir canções de qualidade”, conta Maria Cristina. No Orkut (site de relacionamentos), a empresária faz parte da comunidade virtual “Nós somos Clubeiros”, que possui mais de 1.300 participantes. Esta turma se encontra sempre nos shows dos artistas que acompanharam Milton e Lô Borges na década de 70. A identificação é tão grande que, a cada fim de ano, eles realizam até amigo secreto. “O legal é que pessoas que gostam do mesmo tipo de música tem uma afinidade muito grande.”, finaliza Maria Cristina.

Um passo além do Festival

Tiso e Banda. Foto Marta Castilhos

Capaz de influenciar na cultura da cidade, o Festival também contribui para iniciativas na área social. Um exemplo é o grupo musical ‘Meninos da Vila’. Apesar de não evidenciar a trajetória de Milton Nascimento, jovens carentes tocam instrumentos de percussão e tambores. É uma das atrações do evento deste ano. A cidade conta ainda, com o conservatório municipal de música, a escola de música pró-arte e a Corporação Luiz Antônio Ribeiro. Outros importantes trabalhos relacionados a Milton são realizados pela APAE, todos são aplaudidos pelos que visitam Três Pontas .
Desde o primeiro Festival, as escolas municipais vêm mobilizando seus alunos numa ação educativa de resgate da identidade cultural. Quase 14 mil alunos de todas as escolas de Três Pontas levantaram assuntos relacionados à vida, obra e música de Nascimento e Tiso. Este ano o tema será “A música e grupos folclóricos de minha cidade”.
Para Felipe Duarte, Diretor Executivo e Coordenador Geral do Festival Música do Mundo, existe a preocupação de envolver a comunidade. “É a maneira que encontramos das pessoas participarem do projeto. No ano passado, funcionários de uma empresa que faz a coleta de lixo em Três Pontas, trabalharam diretamente na composição do cenário. Já este ano, alunos que fazem parte de um projeto social estão envolvidos nesse processo, aprendendo valores através de oficinas com artistas plásticos, sob coordenação do cenógrafo Keller Veiga, da Rede Globo”, ressalta. Duarte ainda é diretor do grupo Anima-Minas, mais uma iniciativa da musicalidade e preocupação de Milton com a cultura em Três Pontas.

Anima-Minas

Ivans Lins (foto), Lenine e Lô Borges foram algumas das atrações de 2009. Foto: Marta Castilhos

[O grupo foi criado em 2006, quando Milton Nascimento convidou alguns músicos de Três Pontas para gravar a canção Paciência, de Lenine. A música foi incluída como uma faixa bônus no DVD Pietá. A partir daí, alguns destes músicos passaram a se reunir e participaram de um show no Canecão, Rio de Janeiro.

As oportunidades continuaram aparecendo e, de uma homenagem ao Milton, o Anima se firmou como um grupo musical. Recentemente eles participaram da gravação do próximo CD do Bituca, que será lançado no Festival deste ano. Atualmente o Anima tem 15 integrantes, todos trespontanos ou com alguma ligação com a cidade.

Na Três Pontas dos romeiros e sua devoção ao Beato Padre Victor, na terra dos trabalhadores da colheita de café, a união de tantos talentos com o povo e sua história vai além do Festival. É união de almas, de ânimos, de vozes. É a canção que quer unir as Américas, é o respeito entre os povos. É a música do mundo.

Assim vou construindo meu caminho

Passei um certo tempo desenvolvendo técnicas de argumentação, na fugaz pretensão de convencer e/ou justificar o meu estilo de vida. Não digo que foi tolice, ou tempo perdido, porque se trata de anos muito felizes desta minha colcha de retalhos a que chamo vida.

Hoje estou consciente de que não quero que me imitem. Ninguém. Não tenho essa pretensão, claro também não posso proibir ou deixar de comprovar por mero acaso tal semelhança. Mas tenho que confessar que não inspira muita gente, ser como sou.

Meu caminho não é o mais correto e agradeço por não ser. Também não é o mais reto, pelo contrário, já dei muitas voltas.

Meu mundo não precisa de muita gente, só das pessoas certas. E algumas incertas para me mostrar que preciso e posso ser melhor pessoa. Mas, sinceramente, prefiro que a maioria desses habitantes do meu redor sejam os mais agradáveis possíveis, porque até com eles me desentendo, e magôo às vezes.

Já se passaram três anos do curso de jornalismo que comecei aos trancos e barrancos em 2007. De lá pra cá, muita coisa aconteceu e 2010 é o último. Trilhei selva e deserto até aqui, e o longo percurso da minha vida ainda reserva outros obstáculos e alegrias, sei disso. Escolhi um caminho que julguei mais sóbrio, nem por isso mais aceito por quem me vê, mas é nele que me sinto bem, me sinto eu mesmo.
Ainda não reconsiderei tudo certo que fiz, nem os equívocos, só sei que fiz do meu jeito, fui e sou feliz nessa trilha. Solitário por um bom tempo. Nas sombras da incompreensão e sob o radioativo incômodo de estar no tempo errado, atrasado diria – frustrado: nunca.

Daqui, deste ponto, digo que conviver com a diferença me fez querer ser eu mesmo. Meu deu força pra continuar caminhando desta forma. Não, não acho a mais lucrativa, nem a mais sábia, só que pra mim, é a mais coerente maneira de seguir.
E nessa coerência que consigo enxergar, vou tendo medo e coragem para conquistar meu mundo.

Bem, chegamos a mais um fim de ano. 2009 foi um período de muitas produções para nós do 6º período de jornalismo do Unis, em Varginha – MG. Nosso grupo, que vem se firmando desde o início do curso, tem mostrado muita disposição e maturidade no trabalho em equipe.

Como exemplo, noo início do ano fizemos o documentário Ecos da Esquina (Confira o vídeo). Agora no segundo semestre apresentamos o telejornal esportivo: Rota do Esporte (em breve disponível). São projetos laboratório que tem seus limites mas nos fizeram aprender muito. 2010 é o último ano, meu projeto de pesquisa é sobre a influência das mídia sobre a política. Aguardem.

Equipe de produção e edição em telejornalismo