foto: Csul

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O silêncio da madrugada de 16 de março em Varginha, Sul de Minas foi rompido pelo som dos motores de diversas máquinas agrícolas nas ruas do centro da cidade, tinha início, já, a Marcha Pelo Café.

O número de participantes variou de acordo com a fonte. Nem imprensa, nem polícia,nem organizadores chegaram num concenso sobre quantas pessoas estavam protestando contra altos preços de produção versus baixos valores de venda do produto. O número da PM é de 13 mil pessoas.

Dívidas alongadas e desvalorização do que chamamos por aqui de ‘ouro verde’, o café, foram umas das principais causas do manifesto que reuniu cidades de todo Sul de Minas. Região, responsável por 50% da produção cafeeria nacional.

Na ocasião um documento com as reivindicações foi elaborado, é chamado Carta de Varginha, nela produtores pedem, entre outras reivindicações que o pagamento das dívidas junto aos fundos de créditos da cafeicultura seja quitado em sacas de café. O documento será entregue ao governo federal em Brasília. Os organizadores dizem que 2,2 milhões de empregos estão em risco se a crise no setor se estender. E cerca de 8 milhões de postos de trabalhos indiretos também estão no alvo das demissões. O movimento ganhou repercurssão nacional.

O manifesto foi pacífico, agressividade mesmo, só nos discurssos inflamados de alguns políticos e ex-políticos que ‘pousaram’ na terra do ET.

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