Por Lucas Magalhães

PICT1342Quando assisto ao documentário que fizemos ‘Ecos da Esquina’, não consigo dizer que terminamos.
A idéia de realizá-lo, nasceu durante uma aula da disciplina de Cultura Brasileira do curso de Jornalismo do Centro Universitário do Sul de Minas. Precisávamos de um movimento, parte da cultura nacional. Como somos mineiros, pensei, qual movimento é capaz de representar Minas Gerais e ao mesmo tempo alcançar uma linguagem que ultrapassasse o país. Então, Clube da Esquina.

Me lembro do dia 3 de março de 2009. Reuni a turma de sempre e eles toparam.
Começamos o projeto. Minha relação com o Clube até então se dava mais através de algumas canções de Milton Nascimento, de duas canções especificamente, Paisagem da Janela (parceria com Fernando Brant) e Clube da Esquina 2, que confesso, só conhecia na voz de Flávio Venturini.

Aquele projeto entrou na minha vida e me fascinou. Me encheu de expectativas desde o início. Contar uma história recheada de letras e melodias capazes de nos levar para outros lugares. Mas o trabalho era árduo e longo. Tivemos muitos problemas a começar pelo óbvio, nunca tínhamos feito nada em vídeo e ainda não tínhamos estudado telejornalismo. PICT1350Mas a vontade crescia. Juntando o talento natural de alguns membros, nosso gosto pelo texto, experiência profissional (mas não acadêmica) e experiência do meu estágio, nós enfim, começamos a elaborar as pautas.

Foram três meses… viagens, debates, e-mails, pesquisa, gravações e edição. Pelas nossas condições de produção conseguimos ir muito longe. Entrevistamos contemporâneos dos artistas do Clube, músicos e o mais importante, encontramos fãs que guardam com carinho e emoção muitos discos, cd’s e boas recordações. Tudo isso sem sair do Sul de Minas.PICT1317

O processo de edição exigiu de nós, mais do que esperávamos. Era preciso tirar daquele mar de imagens, sons e informações, as partes mais importantes para contarmos esta história.
Claro nem de longe o Ecos da Esquina pode ilustrar a grandeza daqueles momentos na praia Mar azul no Rio de Janeiro, ou o clima das gravações nos estúdios da Odeon. Posto assim, foram sete dias editando nosso documentário, voltando a gravar o que faltava, voltando para edição, trocando a trilha sonora, gravando offs, ouvindo as entrevistas, até que um sábado frio em Varginha, nos pareceu que tudo estava concluído. Ainda assim, fui embora pra casa com uma angústia. Sentia falta de alguma coisa. Daí percebi que havia algo fora da ordem. Vamos mudar. (isso, a menos de dois dias da apresentação) Mudamos e terminamos a edição no dia em que exibimos o vídeo, 9 de junho.

Pronto. Discurso preparado, documentário feito. Tudo em cima, até que quinze minutos antes da exibição, uma reação inesperada. Sob gritos de protesto que não cabem aqui, apresentamos nosso vídeo e parece que aceitação foi muito boa. A produção foi bastante elogiada, muitos alunos de períodos iniciantes no curso nos procuraram para saber mais sobre o vídeo. Professores e muitas pessoas se emocionaram ao ver o documentário e o mais importante, conseguiram entender nossa mensagem, que na verdade é a do Clube da Esquina, de amizade, transparência e proximidade real.

PICT1315Foi um projeto piloto, e como todo protótipo, carrega também suas imperfeições. Mas foi uma aventura e um aprendizado importante. Veja os comentários de dois integrantes desse projeto.

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