Assim vou construindo meu caminho

Passei um certo tempo desenvolvendo técnicas de argumentação, na fugaz pretensão de convencer e/ou justificar o meu estilo de vida. Não digo que foi tolice, ou tempo perdido, porque se trata de anos muito felizes desta minha colcha de retalhos a que chamo vida.

Hoje estou consciente de que não quero que me imitem. Ninguém. Não tenho essa pretensão, claro também não posso proibir ou deixar de comprovar por mero acaso tal semelhança. Mas tenho que confessar que não inspira muita gente, ser como sou.

Meu caminho não é o mais correto e agradeço por não ser. Também não é o mais reto, pelo contrário, já dei muitas voltas.

Meu mundo não precisa de muita gente, só das pessoas certas. E algumas incertas para me mostrar que preciso e posso ser melhor pessoa. Mas, sinceramente, prefiro que a maioria desses habitantes do meu redor sejam os mais agradáveis possíveis, porque até com eles me desentendo, e magôo às vezes.

Já se passaram três anos do curso de jornalismo que comecei aos trancos e barrancos em 2007. De lá pra cá, muita coisa aconteceu e 2010 é o último. Trilhei selva e deserto até aqui, e o longo percurso da minha vida ainda reserva outros obstáculos e alegrias, sei disso. Escolhi um caminho que julguei mais sóbrio, nem por isso mais aceito por quem me vê, mas é nele que me sinto bem, me sinto eu mesmo.
Ainda não reconsiderei tudo certo que fiz, nem os equívocos, só sei que fiz do meu jeito, fui e sou feliz nessa trilha. Solitário por um bom tempo. Nas sombras da incompreensão e sob o radioativo incômodo de estar no tempo errado, atrasado diria – frustrado: nunca.

Daqui, deste ponto, digo que conviver com a diferença me fez querer ser eu mesmo. Meu deu força pra continuar caminhando desta forma. Não, não acho a mais lucrativa, nem a mais sábia, só que pra mim, é a mais coerente maneira de seguir.
E nessa coerência que consigo enxergar, vou tendo medo e coragem para conquistar meu mundo.

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