Basicamente fui criado ao lado de uma bola ainda de ‘capotão’. As ruas do meu bairro eram nossos ‘estádios’, os portões eram os gols. Tínhamos até um local que considerávamos de luxo, uma rua sem saída que batizamos de ‘Mara’ (alusão a Maracanã) por que lá fizemos um gol com

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Imagem do Estádio Independência em Fevereiro de 2015, quando fui assistir Galo x América.

troncos de árvores retirados de uma mata próxima, ali era nosso Wembley, mesmo possuindo só um conjunto de balizes. Depois, Descobrimos uma área de pastagem ali perto, lá tinha grama, carrapato, formiga, cerca, pedra e muita diversão. O futebol era nosso mundo. Os meus domingos eram para assistir o Brasileirão, Campeonato Italiano, Espanhol, etc. Até os 14 anos a bola tomava conta de boa parte do meu mundo.

Depois me divorciei dessa minha amiga, a bola. Deixei pra lá, jogava esporadicamente e cada vez menos. Comecei a criticar a prática da famosa ‘pelada’, sob a alegação de que não fazia bem à saúde física e mental. Puro pedantismo. Arrogância. Como o mundo dá voltas e nessa bola gigantesca do tempo, devagar, bem devagar, o futebol foi se aproximando de mim novamente. Voltei a torcer para um time, pelo menos me declarava torcedor ainda que a léguas dos fatos do clube. Os anos continuaram e o interesse pelo clube aumentou e o futebol deu mais alguns passos em minha direção. Inesperadamente fomos campeões, 2013 e 2014(Atlético Mineiro – Libertadores e Copa do Brasil respectivamente). Passei a ir aos estádios pra ver meu time de perto. Pronto, a paixão reacendeu.

O resultado mais que imediato foi voltar a praticar novamente. Alguns bons quilos mais lento, pouco fôlego, mas vivendo a experiência de antes, da infância de poder correr atrás de uma bola com mais vinte e um companheiros. Pra mim é fácil dizer que o futebol é o melhor esporte (pra mim). É renovadora a sensação depois de uma boa pelada. Futebol é alegria, é cognição pura, é criatividade e interação e um monte de coisa boa. Seja longeva nossa relação, futebol.

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